Me ousaria sendo contente e vidradamente inocente em festejar os momentos que seriam obsoletos se eu não festejasse os episódios que se enunciam à minha frente.
A vida de despertador; uma vida de despertar; uma vida para levar como deve ser levada defronte as ondas do seu mar. O que atingir, o que conseguir?
Sem tentar me descobrir eu meu perco naquele céu sem luar, sem estrela, sem imensidão à explorar…
Vou velejar, sem direções, sem destinos certos, apenas por viver as experiências lúcidas que se fazem como erros em serem tão brevemente acertos… Sem luta, sem arco para me atirar, ou com, me pronunciarei na velha chama do meu insensato pensar. Tão fúnebre e dolente, se é assim de contrário: indolente e semente que se cultiva, cresce e vira gente.
Serei aquilo que quero ser, o inacreditável do meu conhecer inexplorado, em sumo, sou aquilo que penso ser e faço ser, pois enfrento a lua vazia sem rimas na minha escuridão, porém também trago da minha solidão a salvação irremediável do meu coração… Amanhã irei semear algo sereno, do hoje que se fez brio, já é o amanhã no que vivo neste instante, presente contente.
Farei loucuras que serão irrelevantes, e na onde esteja o campo, estarei lá para lutar, como em teatro eu estaria para contracenar… assim continuarei levando como espada meu coração, minha vida, toda minha emoção naquilo por onde eu planar e gostar de viajar, pois a vida é pra se viver e não para se evitar.
Piso agora, nesta estrada entrelinhada que inscrevo meu saborear, meu nobre degustar e, que eu possa me capacitar e acreditar, que a vida é minha e saberei guiar… Pra onde quer que eu vá, ides eu de encontrar o que imaginar.
Alan Castro